Quando o verão se aproxima traz consigo, mais uma vez, a epidemia da dengue. As epidemias a cada ano que passa vão se tornando mais "fortes", isto se deve aos erros cometidos pelos órgãos competentes, com sua constante falta de competência e o desleixo nas questões ambientais.
No caso específico da dengue podemos reparar diversas situações que nos levam a acreditar que aqueles que deveriam cuidar do problema pouco ou nada sabem sobre ele. Milhões são gastos sem que uma melhora significativa seja percebida.
A dengue, como sabemos, é transmitida pela picada dos mosquitos Aedes aegypti, que ao contrário do mosquito mais comum, os Culex, preferem águas limpas. O Aedes tem uma capacidade reprodutiva muito elevada, podem desovar em pequenas quantidades de água, tais como tampinhas, pneus, pratos de vasos, garrafas, etc.
Algumas pessoas devem estar se perguntando - O que tem isto a ver com a KilliHouse?
É simples, os biótopos de killifishes, que muitos consideram apenas como uma poça de água suja, na realidade funciona como um regulador no quantitativo populacional destes insetos.
- Como assim?
O Aedes, ao desovar em qualquer vasilhame, terá uma taxa de eclosão muita elevada, visto que nestes ambientes não encontrarão predadores naturais, cabendo ao homem seu controle populacional, prática que requer o uso de substância tóxicas que matam o mosquito e outras coisas juntas; ao contrário dos biótopos, onde os ovos dos insetos precisam, antes de eclodir, passar por toda pressão ambiental e predação natural de outros insetos, anfíbios, etc, e após a eclosão as pequenas larvas constituirão o cardápio principal dos pequenos (recém nascidos) alevinos de killifishes, ocorrendo assim à destruição de grande parte desses mosquitos.
O que a KilliHouse tem percebido e presenciado durante anos de trabalho e acompanhamento dos biótopos do Estado do Rio de Janeiro é justamente a agressão e o extermínio destas áreas. Ao adicionarem as substâncias de combate ao mosquito, toda a fauna local sofre, geralmente morrem. No período de reprodução seguinte, os ovos e larvas depositadas na área não mais sofrerão a predação dos anos anteriores. O que acontecerá então com o quantitativo populacional na região?
Este é mais um dos motivos da não erradicação desse mosquito em nosso estado, pois depois de morta a população de killifishes de um biótopo, e com a contaminação das camadas do solo do mesmo, não mais existirá condições do ressurgimento de uma nova população, o que normalmente ocorria a cada cheia da poça; um processo natural criado a milhões de anos pela natureza para promover o equilíbrio do meio ambiente, tornando-se assim mais um item na extensa lista de destruição promovida pelo homem. Somando-se a isto existe também o problema do aterramento das poças, o que obriga os mosquitos a migrarem para as áreas habitadas, a procura de locais para sua desova.
A KilliHouse vem desta forma alertar aos órgãos competentes, na esfera federal, estadual e municipal, que se informe bem antes de destruir o ambiente; um biótopo não é uma poça suja onde o mosquito se desenvolve, ele é na verdade um controlador. Vamos preservar o meio ambiente que ele se encarrega de controlar aquilo, que a muito, o homem perdeu o controle.