Distribuição fortuita de killis e sua preservação


A distribuição fortuita de Killifishes em nada contribui para a preservação das espécies.
Atualmente muito é falado em relação a manutenção de killifishes, principalmente as espécies listadas como estando em extinção ou ameaçadas do mesmo.
Dentro deste contexto existem grupos com o propósito de manterem espécies pré-selecionadas, distribuindo esse trabalho entre os participantes, de acordo com a escolha de cada um, a qual beseia-se na simpatia por esta ou aquela espécie, uma mais rara, outra mais bonita. Esta distribuição, é feita em exemplares vivos ou ovos. Neste ponto tem inicio um processo que irá culminar no fracasso do projeto, pois senão vejamos:
Os aquaristas que demonstram interesse em manterem esses peixes, em grande parte, não possuem nenhuma experiência com a manutenção e principalmente com a reprodução e criação de killifishes.
Na realidade os killifishes, pelas características de seus habitats e pela maneira de reprodução, no caso dos anuais, devem ter um manejo diferenciado dos peixes ornamentais conhecidos na aquariofilia, vejamos porque:
Os killifishes em sua maioria, e principalmente os anuais, são altamente territoriais, e assim deve-se ter uma atenção especial com relação aos exemplares machos da espécie mantida, devendo os mesmos ficar separados entre si.
É necessário possuir conhecimentos com relação ao seu habitat, para oferecer condições na manutenção em cativeiro, bem como na reprodução e criação, sendo esta última de vital importância, pois o primeiro mês de vida de um peixe, em cativeiro, é decisivo para o restante de sua existência.
A alimentação deverá ser balanceada, sendo constituída de alimento vivo (culturas ou coletados); alimento preparado (pastas diversas) e um complemento com alimento industrializado de primeira linha.
Os aquários destinados a reprodução (habitat montado) deverão reproduzir o mais próximo possível as características dos ambientes naturais.
Quanto a reprodução deve-se ter em mente que o iniciante, após ter conhecimento de todas as características já citadas, deverá optar por um trabalho voltado aos killifishes não anuais, pois os ovos dos mesmos não necessitam passar por período de diapausa longo em ambiente úmido, o que propicia oportunidade de sucesso.
A criação dos peixes recém nascidos requer muita atenção; a água que será usada na eclosão dos ovos, a primeira alimentação com relação a cada espécie, a manutenção do ambiente quanto às características físicas e químicas da água, as quais serão monitoradas e controladas mediante trocas parciais da mesma.
Para todo este trabalho é necessário um conhecimento profundo da espécie mantida. E finalmente, o killiofilo deverá primar pela seleção dos exemplares que irá utilizar como matrizes e reprodutores, pois os mesmos deverão possuir uma ótima formação e serem portadores de todas as características da espécie, pois é assim que a mãe natureza o faz na perpetuação das espécies.
Antes de se pensar em manter killifishes em cativeiro, deve-se procurar encontrar um biótopo e preserva-lo, pois assim estará preservando um patrimônio genético na natureza.
Na manutenção de killifishes em cativeiro deve ser levado em conta que correremos os riscos de fatores alheios à nossa vontade, e que as espécies na natureza se desenvolvem de acordo com as pressões ambientais, isto é, adquirem certas características, por vezes defensivas, de acordo com o nicho onde vivem.
Quando aceitar a incumbência de manter uma espécie de killifishes, em risco ou não de extinção, lembre-se que não estará apenas mantendo alguns peixes ornamentais.
Assim sendo, quando você se sentir atraído pelos killifishes, não se dedique a uma procura frenética por exemplares para criar.
Inicialmente procure conseguir o maximo de informações sobre esses peixes como sua manutenção, reprodução e criação em cativeiro. Quando se sentir conhecedor dos seus hábitos e apto ao trabalho, pesquise as espécies disponíveis e dentre elas escolha a mais fácil de manter para iniciar seu trabalho.
Não se preocupe se a espécie é a mais rara, a mais bonita ou feia; lembre-se de que ela precisa de sua ajuda para continuar existindo, pois no futuro, você poderá ser o único a possui-la e distribui-la a outros killiofilos.
Agindo assim você será bem sucedido e em pouco tempo será um killiofilo apto a manter qualquer espécie, independente do seu grau de dificuldade ou raridade.