- alimentação inadequada dos reprodutores: é aconselhável que cerca de uma semana antes de se colocar peixes (casal ou terno) nos aquários de reprodução, seja servido aos mesmos (em separados) uma alimentação rica em nutrientes, de preferência alimentação viva, tal como: artêmias adultas, dáfnias, larvas de alphitobius (novas) e larvas de mosquitos, esta última principalmente para as fêmeas, pois é excelente no processo de ovulação das mesmas.
- alimentação insuficiente ou de baixa qualidade para os alevinos: podemos considerar os primeiros dez dias de vida de um killifish (alevino) como os mais importantes de sua vida. Portanto os cuidados com os alevinos, principalmente com relação à alimentação, deverão merecer o máximo de atenção possível, principalmente na observação quanto à aceitação do alimento servido aos mesmos. Em algumas espécies os alevinos nascem muito pequenos, sendo necessário uma alimentação, nos primeiros cinco dias de vida, constituída por infusórios; posteriormente deverá ser servido aos mesmos náuplios de artêmias recém eclodidos, alimento primordial na formação dos pós-alevinos. Deve-se ter muito cuidado no uso de micro vermes e enquitréias, pois ambos são ricos em gordura, sendo aconselhável seu uso após os trinta dias de vida dos filhotes, e no máximo duas vezes na semana.
- cruzamentos sem critérios: quando se opta pela reprodução de killifishes, deve-se ter extremo cuidado na seleção dos exemplares que constituirão o casal reprodutor, pois os mesmos deverão ser portadores de todas as características da espécie, não possuírem qualquer deformação e estarem gozando de perfeita saúde. Para melhor orientação vide: Seleção Natural (reprodução em cativeiro)
- troca de reprodutores sem os devidos cuidados quanto às populações de origem: tornou-se normal ao se visitar fóruns dirigidos a killiofilia, encontrar mensagens procurando exemplares (machos e fêmeas) de diversas espécies para formação de casais, devido à perda de exemplares que formavam casais em reprodução. Entretanto deve-se atentar para o fato de que o acasalamento entre exemplares de populações diferente, certamente irá gerar filhotes que em algumas gerações nascerão estéreis, além de apresentarem problemas, como por exemplo descaracterização da espécie e crescimento desigual dentro do mesmo cardume; o que com a continuidade dos acasalamentos, isto é, o cruzamento entre esses exemplares, irá aumentar o problema a ponto de causar a perda total da espécie (população), que estiver sendo preservada. Portanto, utilize o máximo de critério ao selecionar os peixes reprodutores, pois a preservação de uma espécie e/ou população é um trabalho de muita responsabilidade.
Outro ponto importante que devemos refletir é quanto a diapausa realizada diretamente na água, ou seja, os ovos não passam pelo período de secagem. É prematuro afirmar que este processo poderá acarretar problemas futuros, mas, não podemos descartar totalmente que problemas poderão advir desta prática. A natureza levou milhões de anos "desenvolvendo" esta característica nos killis anuais. O homem em apenas alguns meses põe tudo isto a perder. Nesta prática, apenas o tempo poderá dizer os resultados.
Vale ressaltar que estes cuidados deverão ser tomados por todos aqueles que pretendem criar killifishes, seja como hobby ou comercialmente e, em especial, para aqueles que pretendem criá-los com intuito preservacionista.