Muitos são os killiófilos que tem feito contato com esta página procurando solução para os problemas que encontram ao receberem desovas de killifishes, principalmente os anuais, provenientes de outros paises. A questão principal esta no período de diapausa pelo qual deverão passar as mesmas, isso porque existe uma grande diferença na diapausa feita em um país de clima tropical como o Brasil, e países da Europa, principalmente se considerarmos os estados brasileiros do sudeste, centro oeste, norte e nordeste.
Vamos tomar como exemplo uma desova de Nothobranchius guentheri, a qual em um país europeu passará por um período de diapausa de aproximadamente 90 dias (três meses), isto estando em uma estação intermediária (primavera ou outono); o que aqui no Brasil nas regiões acima citadas, levará de 45 a 55 dias, mesmo que estejamos no inverno, pois se for o caso de verão, a mesma desova poderá ser reidratada com 40 dias, o que normalmente é feito no Rio de Janeiro.
Um parâmetro que deverá ser observado e corrigido será o grau de umidade do substrato recebido, pois é comprovado que os substratos chegam muito úmidos, o que é desaconselhável para nosso clima.
Um costume que deverá ser observado refere-se ao período coleta-remessa. É de extrema importância que o substrato-desova seja enviado logo após a coleta, isto é, no mesmo dia do fato. Caso ocorra qualquer problema o envio deverá ser feito dentro de no máximo 72 horas, para evitar que a diapausa tenha inicio e passe pelos problemas que envolvem uma viagem de longo curso, pois o compartimento de cargas do avião não possui isolação e pressurização, ficando os ovos expostos a mudanças radicais de temperatura e pressão atmosférica, o que será altamente prejudicial para um alevino, principalmente, em fase de formação.
Quando a desova é recebida com a diapausa em fase avançada, torna-se mais trabalhosa a adaptação a um período complementar dentro de nossos parâmetros.
Outro fato negativo nesse processo diz respeito à orientação que aparece em certos trabalhos, principalmente do exterior, para que se abra a embalagem onde esta o substrato, em determinados espaços de tempo, para que seja observado o estado da diapausa. Esta prática vai causar interrupções no processo, como também mudanças drásticas no ambiente encontrado dentro da embalagem, uma vez que se formam gases que fazem parte do referido processo, além de perda de umidade.
O trabalho feito dentro destas condições não é impossível, bastando que se observem essas regras citadas, e que como complemento consultem a seção de artigos desta pagina, onde encontrarão material de apoio; e se mesmo assim perdurarem dúvidas, enviem-nos um e-mail, que faremos um trabalho conjunto, o qual os levará ao sucesso final.