O processo reprodutivo ora descrito, serve para a maioria dos Killifishes não anuais, bastando pequenas adaptações, de acordo com o peixe escolhido.
Quando possuimos o conhecimento das características reprodutivas dos Killifishes, torna-se possível à escolha da espécie a ser reproduzida, com larga margem de sucesso em relação ao trabalho a ser executado.
Dentre os sistemas de reprodução dos Killifishes (não anuais, semi-anuais, anuais), podemos considerar os peixes não anuais, como os mais fáceis para o trabalho a ser efetuado pelo principiante, e entre eles, podemos citar por exemplo, o Aphyosemion australe que pode ser encontrado em sua forma selvagem (chocolate) ou na variedade (dourado), entretanto ambos possuem as mesmas características.
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A primeira providência será a escolha do local ideal, onde ficarão os aquários de manutenção, reprodução e crescimento. O local não deverá possuir fluxo de pessoas, e também não receber luz solar direta ou intensa, uma vez que em seu habitat natural o ambiente é tranqüilo e com baixa luminosidade. A seguir devemos providenciar os aquários a serem utilizados durante os trabalhos, cujos exemplos a seguir são com base nos trabalhos feitos na KilliHouse.
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- para manutenção do casal usaremos dois aquários (cubas) de 15 x 10 x 15 cm com tampa, tendo os vidros traseiros e do fundo pintados (externamente) com tinta marrom ou cinza escuro; |
- para reprodução um aquário de 20 x 10 x 20 cm também com tampa, onde deverá existir um pequeno tronco (curtido), preferencialmente de goiabeira, com uma muda de microsorium; |
- para crescimento dos filhotes um aquário de 30 x 30 x 20 cm com uma quantidade de musgo de Java ou microsorium em seu interior. |
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OBS: as dimensões citadas, são as utilizadas na KilliHouse, podendo as mesmas serem alteradas de acordo com as necessidades e disponibilidades, mas devendo permanecer uma correlação quanto às mencionadas.
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Como sabemos os Killifishes não anuais depositam seus ovos nas raízes das plantas às margens do biótopo e próximo à superfície. Para que isto ocorra em cativeiro, criaremos as condições ideais usando uma "bruxinha", devendo providenciar sua confecção. |
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Neste ponto devemos providenciar uma embalagem (pote), a qual servirá como "incubadora" para os ovos que forem coletados. Depois de transcorridos cinco dias do acasalamento, colocaremos na "incubadora" uma lâmina d'água de 1 cm de altura, retirada do próprio aquário de reprodução, e colocaremos nesta água um fungicida, para tanto, imergir a ponta de um palito de fósforos no fungicida e a seguir lavá-lo na água em questão, será suficiente. |
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Quando não mais existir ovos na "bruxinha", recolocaremos a mesma no aquário e tamparemos a "incubadora" colocando-a em um lugar com temperatura amena e pouca luz. A cada três dias poderá ser feita uma coleta, sendo que para cada coleta, será preparada uma nova "incubadora". Nos dias que se seguirem, uma vez ao dia, deverá ser tirada a tampa da incubadora e a mesma agitada suavemente, de maneira que os ovos se movimentem, pois este movimento não só evitará que os ovos venham a aderir ao recipiente, como também servirá para oxigenar a água. Estando os ovos fecundados, após o quinto dia já poderemos observar pequenos pontos escuros nos ovos, denotando o desenvolvimento do embrião em seu interior. Se ocorrer de algum ovo fungar devemos retira-lo do ambiente, não sendo motivo para preocupação, pois normalmente a primeira desova de um casal jovem corre esse risco, como também a de casais com mais idade, porem com menos freqüência. A partir do décimo quinto ao vigésimo dia, deverá começar a aparecer os alevinos, livres dos ovos, quando então não mais deverá ser feito o agitamento da "incubadora". |
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Com o transcorrer dos dias será notado o crescimento dos filhotes, que ocorre não tão rápido quanto os Nothobranchius, porém mais rápido que as Leptolebias. Completada a segunda semana no aquário de crescimento devemos substituir o microverme por enquitreias e acrescentar na dieta pasta de coração bovino (fresco). A partir da quarta semana de vida neste ambiente, deve-se observar os filhotes que apresentarem maior crescimento em relação aos demais, como também definição sexual, os quais devem ser separados, pois a partir desses exemplares serão formadas as verdadeiras matrizes. Portanto, quando estes peixes alcançarem a maturação sexual, deverá ser descartado o casal que até então vinha servindo como matrizes. |
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